segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Compulsiva....

Eu li que blog é como se fosse um diário, só que ao invés da gente guardar escondido mostra pra todo mundo (inversão de valores será?). Um amigo me disse que era legal eu falar um pouco sobre mim, assim as pessoas vão lendo e me conhecendo nas palavras. Tudo bem, desde que fique claro que sou muito mais que minhas palavras.



Sou a filha mais velha  inconseqüente de uma família gaúcha. Talvez isso explique meus momentos longos de ausência do mundo, os olhares perdidos e os suspiros (eu tava só, sozinho, mais solitário de um gaúcho...).
Os olhos de um castanho confuso, traiçoeiro. Alta? Baixa? Mediana, vai... Alta é minha dignidade, Baixa a minha paciência.
Cabelos também de um castanho confuso, às vezes sou loira. Uma loira nefasta e sem limites. Outras sou morena de uma placidez tamanha que inebria o espelho. Na verdade o cabelo é castanho, cor de castanha, castanha que se morde, come, degusta, devora, aprecia...é castanha, castanho...
Tenho valores estranhos, não defendo quem não gosto, tenho sonhos absurdos, viajo nos meus delírios de madrugada. Imagino cenas e ativo produções, só não lanço o filme por falta de grana. É sou uma duranga, papai não é rico e mamãe não passa as tardes no cabeleireiro, ainda bem.
Não entendo muito de amor. Amei homens que tocaram o meu corpo, mas não despertaram meus instintos. Fui amada por outros que poderiam ter tudo de mim, e passaram como poeira de estrada, que depois que a gente toma banho desce pelo ralo e não se vê mais. Ficam as belas paisagens do caminho, talvez uma ou outra foto, mas o pó esse sempre vai e não volta.
Sou mutante. Mutação que se revela nos olhos, nas mãos que falam junto com as palavras nos desejos.
Creio nas minhas próprias convicções, na minha vontade de ser jornalista. Na certeza inconstante de que ele é tão indissociável de mim quanto a vodcka do limão.


É meu caro, sou uma inveterada bebedora de destilados. Herança familiar, quem sabe?!Beber pelo prazer das companhias, do que vem depois, do que está antes, do que está implícitoe lógico, porque só os bêbados tem certeza absoluta de que a Terra está mesmo girando.

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