segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Sol da Meia-Noiite
Como eu vou explicar os dias de caos?
Os meses de caos e o ano, que ainda não está na metade, mas que será todo ele feito de caos?
Feito de desordem, feito de coisas que saem do lugar.
Coisas que depois de mexidas e remexidas, jamais voltarão a ocupar o lugar que dantes habitavam?
São dias de furacão, de erupção. Dias que no correr das horas se esvaem pelos dedos e mostram, com ar de desdém e desamor, que o tempo não para e que se eu não correr a frente do relógio, os ponteiros vão, certamente, me atropelar.
É esse um tempo de atropelo, de fazer sem perguntar o por quê.
De agir sem deixar para depois. De planejar sem cuidados.
De se soltar no ar dos sonhos a se realizar. E mesmo que todos eles dêem errado, os planos foram feitos, seguidos e batalhados, e isso importa muito mais do que conseguir.
O caos é o desconsolo que toma conta logo após a queda, seja do cavalo seja da vida. O caos é o apimentado do prato de todo dia.
O caos é a tempestade logo após o amanhecer.
O caos é o retumbar do meu coração. O caos é o que antecede a paz.
Tão parecido com amor. Tao caótico o amor. Tão amoroso esse caos.
É nos dias de caos que só o que importa é: "eu estou segurando a sua mão".
E se você segurar na minha mão vai poder sentir todos os anseios do meu corpo, da minha alma e do meu amor.
Vai voar comigo por cima das montanhas, vai mergulhar, vai não saber nadar também. Vai conseguir ouvir o som da minha risada, vai assistir desenhos.
Vai aprender sem entender. Vai sentir o arrepio da minha espinha quando parecendo cair a gente começar a voar.
Nesses dias de caos, é só me dar a mão para sentir a calmaria e o sabor de chocolate com cerejas.
Nesses meses de caos eu sou o ego. Sou tua alma.
Sou o céu, o inferno.
Te dou a calma, sou o teu inferno a tua calma.
Nesse ano todinho feito para o caos eu sou teu tudo, sou teu nada. Sou teu poder, sou tua vida. Sou a sombra, o guia.
Sou luar em plena luz do dia.
O caos me faz saudade reprimida. O amor me faz ânsia da chegada.
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