Você já teve a sensação de que...cuspiu pra cima e que fatalmente vai cair na cara?
Pois é, eu nunca tive medo de 'cuspir pra cima', sempre fiz o que pensava que era certo naquela hora ou naquela fase da vida. Não tive e não tenho medo de arriscar, jogar, apostar, pagar pra ver. Gosto de desafios, gosto de vento, gosto da deliciosa sensação de caminhar sem saber se vou chegar.
É o prazer de conhecer, de se dar a conhecer. O encantamento de descobrir coisas, pessoas e sensações novas em lugares e tempos inesperados. A novidade, o por vir, o desconhecido, a vaga possibilidade de poder alçar vôo num de repente sabe-se lá o motivo, me fazem ser hoje melhor que ontem.
Eu nunca gostei de preconceito. Mas como todo ser humano tenho os meus. Qualquer um que disser que não tem nenhum tipo de preconceito, estará mentindo, sendo hipócrita. O preconceito é inerente ao ser humano. A gente tende a estranhar o que é novo, diferente, fora do padrão. Ou como disse Caetano: "é que Narciso acha feio o que não espelho".
E eu tinha um preconceitosinho com essa coisa de conhecer gente pela internet. Ah, tinha mesmo. Vai saber se do outro lado não tem
um louco, um psicopata, um assassino, um mentiroso qualificado ou cara casado? Perceberam que não estou falando só de amigos, né?rs
Amigos virtuais eu tenho vários: a Gisele, que é uma querida com quem me divirto e aprendo pacas. A Malu, que quase nunca passa aqui mas que tá me ensinando a fazer a minha parte. O Pedro que já me é muito caro. O Bira, que me agrada, me mima e sempre briga comigo quando eu tô fazendo merda. O Hélio que me ensina que a força da vida não está no que a maioria das pessoas acredita. A May que é um porto alegre e um porto seguro. A Rosana que me dá uns empurrões vez ou outra. Enfim, tenho uma infinidade de amigos virtuais e prezo muuito por eles, todos eles. E tem também os amigos que moram longe e que não vejo com frequência (leia-se não vejo nunca), Jairo, Fer, Paulinho, Ethiene. Amigos que conheço, mas que é a internet que nos põe em contato constante.
Mas ainda sim, rolava um preconceito. Por exemplo, no meu profile do orkut a grande maioria dos meus contatos é de gente que realmente conheço. Já vi, já peguei já dei beijo na bochecha, tá tudo bem tem uns que foi na boca (rs). Tem alguns que não conheço, mas constantemente dou uma 'limpada' geral e a maior parte eu sei quem é, tenho o e-mail pessoal, o telefone ou sei como encontrar.
Mas outro dia me apareceu lá um cidadão me dando oi e desejando bom final de semana (se não me engano), em geral eu não respondo e apago o recado (apago todos os recados depois de lidos)mas dessa vez eu respondi. Cliquei ali embaixo do recado onde fica escrito 'Responder' e disse: Oi. Quem é vc? (grossa, né?) Ele respondeu logo em seguida, desocupado tava fazendo nada na internet, rsrs. E explicou que me encontrou em uma comunidade e me achou interessante. UAU, achou interessante. Gente meu perfil não tem absolutamente nada demais. Tem uma foto minha e 2 de São Paulo, e é tão raro um cara dizer que a gente é interessante. Bom, engrenamos um papinho ali, um ping pong de scrap's, rs. Ele logo me deu o msn dele, eu dei o meu (nuunca faço isso). Ele adicionou e começamos a conversa. Conversa ótima diga-se de passagem.
E assim vamos conversando...Na sexta feira nós ficamos 13 horas seguidas papeando no msn, com a mesma janelinha. Na hora de dormir, 3 da matina, a gente ficou com dó de fechá-la, tãããão cheinha de assunto, rs. Eu a salvei! Ele eu não sei, não perguntei. E fiquei pensando esse final de semana: na época dos meus bisavós as pesoas nem se conheciam, elas simplesmente casavam. Com os meus avós já rolou um namoro. Um flerte (adoro essa palavra), e olha pra ser sincera meus avós maternos foram beeem apressadinhos. Os meus pais, casados há 30 anos (eu acho), se conheceram porque minha mãe foi morar na casa de uma tia que era vizinha à casa da família do meu pai. Tinham idades próximas, minha mãe era linda (uau), namoraram e casaram (clássico).
E hoje? Quando a vida atropela a gente, o tempo anda veloz. As horas voam na velocidade dos nossos pensamentos. E a gente passa tanto tempo no computador, porque a gente não pode conhecer pessoas bacanas por ele? Que preconceito infame o meu. E sei que é o de um moonte de gente. Tá, eu não sei se acredito que é possível amar alguém só lendo o que ela escreve. Nem vendo fotos ou ligações telefônicas. Isso pra mim é mais atração, bem-querer, identificação com a pessoa do outro lado do que amor propriamente dito. Amor envolve pele, toque, olhar, respiração, sabor.
Então vai ver que o que as pessoas que se conhecem assim sentem, é algum tipo de sentimento sem nome. As pessoas não se conhecem mais só andando pela rua, ou na balada (sinceramente acho que 'amor de balada' é furada.rs), num barzinho ou no trabalho. Elas estão em ruas virtuais, em mundos cibernéticos, em comunidades de orkut. Também não boto muita fé nessa coisa de destino. Acredito que a vida vai levando a gente para aquilo que a gente quer viver. São os desejos que fazem o movimento da sua existência.
"E às vezes um oi pode parecer nada mas acaba sendo tudo", e isso não fui eu quem disse, foi ele. Já tive namorados que disse oi na rua e assim começou. Já tive namorado que passou por mim, fiz uma brincadeira (pra não dizer:passei uma cantada) e depois de um papo muito bom, os beijos foram durando alguns meses. É isso, acho que é preciso dar chance para as coisas acontecerem, para as pessoas chegarem na vida da gente. É preciso ceder. Conhecer. Se deixar encantar. Poque se depois nada de mais acontecer, o caminho todo, que é onde está a verdadeira festa, valeu a pena. E amigo nunca é demais.
Boa semana pra todo mundo!
Pois é, eu nunca tive medo de 'cuspir pra cima', sempre fiz o que pensava que era certo naquela hora ou naquela fase da vida. Não tive e não tenho medo de arriscar, jogar, apostar, pagar pra ver. Gosto de desafios, gosto de vento, gosto da deliciosa sensação de caminhar sem saber se vou chegar.
É o prazer de conhecer, de se dar a conhecer. O encantamento de descobrir coisas, pessoas e sensações novas em lugares e tempos inesperados. A novidade, o por vir, o desconhecido, a vaga possibilidade de poder alçar vôo num de repente sabe-se lá o motivo, me fazem ser hoje melhor que ontem.
Eu nunca gostei de preconceito. Mas como todo ser humano tenho os meus. Qualquer um que disser que não tem nenhum tipo de preconceito, estará mentindo, sendo hipócrita. O preconceito é inerente ao ser humano. A gente tende a estranhar o que é novo, diferente, fora do padrão. Ou como disse Caetano: "é que Narciso acha feio o que não espelho".
E eu tinha um preconceitosinho com essa coisa de conhecer gente pela internet. Ah, tinha mesmo. Vai saber se do outro lado não tem
um louco, um psicopata, um assassino, um mentiroso qualificado ou cara casado? Perceberam que não estou falando só de amigos, né?rsAmigos virtuais eu tenho vários: a Gisele, que é uma querida com quem me divirto e aprendo pacas. A Malu, que quase nunca passa aqui mas que tá me ensinando a fazer a minha parte. O Pedro que já me é muito caro. O Bira, que me agrada, me mima e sempre briga comigo quando eu tô fazendo merda. O Hélio que me ensina que a força da vida não está no que a maioria das pessoas acredita. A May que é um porto alegre e um porto seguro. A Rosana que me dá uns empurrões vez ou outra. Enfim, tenho uma infinidade de amigos virtuais e prezo muuito por eles, todos eles. E tem também os amigos que moram longe e que não vejo com frequência (leia-se não vejo nunca), Jairo, Fer, Paulinho, Ethiene. Amigos que conheço, mas que é a internet que nos põe em contato constante.
Mas ainda sim, rolava um preconceito. Por exemplo, no meu profile do orkut a grande maioria dos meus contatos é de gente que realmente conheço. Já vi, já peguei já dei beijo na bochecha, tá tudo bem tem uns que foi na boca (rs). Tem alguns que não conheço, mas constantemente dou uma 'limpada' geral e a maior parte eu sei quem é, tenho o e-mail pessoal, o telefone ou sei como encontrar.
Mas outro dia me apareceu lá um cidadão me dando oi e desejando bom final de semana (se não me engano), em geral eu não respondo e apago o recado (apago todos os recados depois de lidos)mas dessa vez eu respondi. Cliquei ali embaixo do recado onde fica escrito 'Responder' e disse: Oi. Quem é vc? (grossa, né?) Ele respondeu logo em seguida, desocupado tava fazendo nada na internet, rsrs. E explicou que me encontrou em uma comunidade e me achou interessante. UAU, achou interessante. Gente meu perfil não tem absolutamente nada demais. Tem uma foto minha e 2 de São Paulo, e é tão raro um cara dizer que a gente é interessante. Bom, engrenamos um papinho ali, um ping pong de scrap's, rs. Ele logo me deu o msn dele, eu dei o meu (nuunca faço isso). Ele adicionou e começamos a conversa. Conversa ótima diga-se de passagem.
E assim vamos conversando...Na sexta feira nós ficamos 13 horas seguidas papeando no msn, com a mesma janelinha. Na hora de dormir, 3 da matina, a gente ficou com dó de fechá-la, tãããão cheinha de assunto, rs. Eu a salvei! Ele eu não sei, não perguntei. E fiquei pensando esse final de semana: na época dos meus bisavós as pesoas nem se conheciam, elas simplesmente casavam. Com os meus avós já rolou um namoro. Um flerte (adoro essa palavra), e olha pra ser sincera meus avós maternos foram beeem apressadinhos. Os meus pais, casados há 30 anos (eu acho), se conheceram porque minha mãe foi morar na casa de uma tia que era vizinha à casa da família do meu pai. Tinham idades próximas, minha mãe era linda (uau), namoraram e casaram (clássico).
E hoje? Quando a vida atropela a gente, o tempo anda veloz. As horas voam na velocidade dos nossos pensamentos. E a gente passa tanto tempo no computador, porque a gente não pode conhecer pessoas bacanas por ele? Que preconceito infame o meu. E sei que é o de um moonte de gente. Tá, eu não sei se acredito que é possível amar alguém só lendo o que ela escreve. Nem vendo fotos ou ligações telefônicas. Isso pra mim é mais atração, bem-querer, identificação com a pessoa do outro lado do que amor propriamente dito. Amor envolve pele, toque, olhar, respiração, sabor.
Então vai ver que o que as pessoas que se conhecem assim sentem, é algum tipo de sentimento sem nome. As pessoas não se conhecem mais só andando pela rua, ou na balada (sinceramente acho que 'amor de balada' é furada.rs), num barzinho ou no trabalho. Elas estão em ruas virtuais, em mundos cibernéticos, em comunidades de orkut. Também não boto muita fé nessa coisa de destino. Acredito que a vida vai levando a gente para aquilo que a gente quer viver. São os desejos que fazem o movimento da sua existência.
"E às vezes um oi pode parecer nada mas acaba sendo tudo", e isso não fui eu quem disse, foi ele. Já tive namorados que disse oi na rua e assim começou. Já tive namorado que passou por mim, fiz uma brincadeira (pra não dizer:passei uma cantada) e depois de um papo muito bom, os beijos foram durando alguns meses. É isso, acho que é preciso dar chance para as coisas acontecerem, para as pessoas chegarem na vida da gente. É preciso ceder. Conhecer. Se deixar encantar. Poque se depois nada de mais acontecer, o caminho todo, que é onde está a verdadeira festa, valeu a pena. E amigo nunca é demais.
Boa semana pra todo mundo!
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