
No meio de uma noite enluarada, levantou da cama, levantou e vagou pela casa vazia. Escura e sileciosa lembrava sua alma nos dias mais frios de sua existência. Em certos momentos, quando o sono não vem, o melhor é levantar e va,gar, ou ler, talvez acompanhar alguma bobagem na tv. Mas naquele momento a única coisa que ocupava sua mente era a frieza das escadas sob seus pés a lhe dizer o quanto ela se tornou ausente das sensações de seu próprio corpo.
Pensou nos dias de ausência da vida, nos dias em que não viveu as horas, apenas esperou que elas passassem. Lembrou das refeições em que apenas deglutiu alimentos. Pensou nas conversas de palavras soltas e vagas, onde os sentimentos não vieram a tona e nem foram de todo sinceros. Pensou na falta que fez o ar, nos dias de sol que não lhe ardeu na pele.
No final da escada, abriu a porta e sentou-se na soleira, olhando as estrelas pensou nas noites em que, envolta nos braços de alguém, apenas sentiu alívio quando ele vestiu-se e partiu ou quando ela tomou um táxi para casa. Com os olhos na lua que boiava no espaço, pensou nas noites em que dançou uma música que podia ouvir, mas que não permitia que entrasse no seu corpo.
Olhando seus pés sobre a grama pensou nas tardes em que não se permitiu agradecer a Deus o milagre de existir. Lembrou de todos os telefonemas que prometou fazer e não fez. Nas vezes em que, insistente, o telefone tocou e ela não atendeu. Nos programas que desmarcou com qualquer desculpa sem sentido, nas mentiras que teceu para não sentir a vida na pela em uma tarde de sol no parque entre risadas. Pensou nos copos onde bebeu, sem saber porque bebia. Pensou nas cervejas que sempre lhe pareceram quentes, na vodka que sempre esteve sem limão, no vinho que perdia o aroma antes de chegar aos lábios.
Abraçada aos joelhos, na soleira da porta, com os pés na grama em uma noite de lua cheia no céu pensou em como pode ser vazia a vida sem amor. Em como as pessoas podem ter medo de saltar quando a queda apenas vai fazer que se cresça mais. E pensou em como se sentia completa por ter o coração repleto e a mente quieta.
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Pensou nos dias de ausência da vida, nos dias em que não viveu as horas, apenas esperou que elas passassem. Lembrou das refeições em que apenas deglutiu alimentos. Pensou nas conversas de palavras soltas e vagas, onde os sentimentos não vieram a tona e nem foram de todo sinceros. Pensou na falta que fez o ar, nos dias de sol que não lhe ardeu na pele.
No final da escada, abriu a porta e sentou-se na soleira, olhando as estrelas pensou nas noites em que, envolta nos braços de alguém, apenas sentiu alívio quando ele vestiu-se e partiu ou quando ela tomou um táxi para casa. Com os olhos na lua que boiava no espaço, pensou nas noites em que dançou uma música que podia ouvir, mas que não permitia que entrasse no seu corpo.
Olhando seus pés sobre a grama pensou nas tardes em que não se permitiu agradecer a Deus o milagre de existir. Lembrou de todos os telefonemas que prometou fazer e não fez. Nas vezes em que, insistente, o telefone tocou e ela não atendeu. Nos programas que desmarcou com qualquer desculpa sem sentido, nas mentiras que teceu para não sentir a vida na pela em uma tarde de sol no parque entre risadas. Pensou nos copos onde bebeu, sem saber porque bebia. Pensou nas cervejas que sempre lhe pareceram quentes, na vodka que sempre esteve sem limão, no vinho que perdia o aroma antes de chegar aos lábios.
Abraçada aos joelhos, na soleira da porta, com os pés na grama em uma noite de lua cheia no céu pensou em como pode ser vazia a vida sem amor. Em como as pessoas podem ter medo de saltar quando a queda apenas vai fazer que se cresça mais. E pensou em como se sentia completa por ter o coração repleto e a mente quieta.
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